segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026


 

Havíamos nos casado havia pouco tempo, e eu comecei a exigir que minha esposa Karem se comportasse e se vestisse da maneira certa — da forma como eu esperava que minha esposa se comportasse.

Vestidos, saias e tudo o que fosse bem feminino. Quanto à atitude, nada menos do que submissão total, sob ameaça de ser jogada na rua.

Discutíamos com frequência, e um dia cometi o erro de dar um tapa em seu rosto. Naquele dia ela prometeu que me faria pagar. E assim fez.

De repente, passei a me sentir mais fraco a cada dia. Meu corpo mudava, e minha atitude também. Eu não discutia mais com ela, mesmo quando passou a se vestir de forma desleixada, quase masculina.

Tomei coragem e perguntei se ela não usaria mais os vestidos bonitos que eu havia comprado. Ela me olhou nos olhos e perguntou:

— Por que você não os usa?

— E-eu?!

— Sim. Somos do mesmo tamanho, portanto eles devem te servir direitinho.

— Não somos, não. Sou maior que você. Além do mais, eu sou homem e…

Ela me pegou forte pelo braço. Tentei me livrar, mas era inútil: de algum modo, Karem estava muito mais forte do que eu. Naquele momento notei algo ainda mais estranho: ela e eu éramos da mesma altura agora. Em seguida, pegou um dos vestidos e gritou para que eu o vestisse.

Pela primeira vez senti medo de verdade e acabei fazendo o que ela mandava. Coloquei o vestido e, para minha surpresa, ele me serviu perfeitamente.

— Ficou perfeito. De agora em diante, você só vai vestir este tipo de roupa: vestidos, saias e tudo o que for feminino. Entendeu?

— Mas… Sim, Karem.

Obedeci. A cada dia as coisas ficavam mais estranhas. Meu corpo mudava: eu ganhava curvas e perdia músculos. Ao mesmo tempo, Karem também mudava, mas no sentido oposto. Ela ficava maior e ganhava traços cada vez mais masculinos.

Eu achava que estava enlouquecendo, porque as pessoas pareciam não notar nenhuma das mudanças em nós e nos tratavam com total naturalidade.

Certo dia encontrei um livro estranho entre as coisas dela. Parecia antigo, cheio de símbolos esquisitos. Quando perguntei, Karem disse que não era da minha conta e que eu deveria preocupar minha cabecinha com outras coisas. Hoje tenho certeza de que a origem de tudo estava ali, em alguma espécie de magia. Mas, de algum modo, eu já não conseguia mais me concentrar nisso. Minha “cabecinha” simplesmente resistia ao meu desejo de desvendar o mistério.

Meu pênis havia desaparecido havia semanas quando, certo dia, ouvi Karem gritar:

— Finalmente!

Ela estava com o short abaixado, exibindo um pênis enorme.

— Querida, se prepare, porque esta noite eu vou te usar!

A partir daquela noite assumi completamente meu novo papel de esposa submissa. Karem hoje se chama Carlos, e eu me chamo Virgínia. Só uso roupas femininas, cuido da casa e do meu marido. Eu poderia fugir, tentar encontrar uma solução para voltar ao normal. Mas acabei me apaixonando pelo homem que Karem se tornou. E também descobri que ser mulher, esposa e submissa não é tão ruim. Na verdade… é delicioso!

 — Puxa, os médicos fizeram um ótimo trabalho em você. Se não soubesse, eu acharia que é apenas uma garota qualquer, Francisco.

— Vai se foder, Ronaldo!

— Como? Mal consigo te ouvir. Acho que a sua garganta ainda está cicatrizando, mas mesmo assim sua voz já é bem feminina. Pelo jeito ainda tenta lutar, mas tenho certeza de que com o tempo será uma mocinha totalmente submissa.


Os dois eram sócios, e Francisco não era exatamente um cara inocente. Ele estava desviando dinheiro da empresa, enquanto fechava contratos falsos que não poderiam ser entregues. Quando a coisa estourasse, ele estaria longe e Ronaldo enrascado.

Mas Ronaldo descobriu tudo, e com provas para mandar o sócio para a cadeia, ele fez outra proposta. Como seguia blogs sobre troca de sexo e achava a ideia fascinante, deu a opção a Francisco de se passar por uma garota por um ano.

— Eu vou te fazer pagar por isso, seu filho da…

— Calada! Sabe que se tentar algo, mesmo se me matar, as provas cairão nas mãos da polícia. Se era ruim antes, imagine agora se jogada em uma cela cheia de homens. Sabe o que fariam com você, não é, garota? Agora seja uma boa menina e me traga um café, “Franciele”.

Francisco se levantou e foi até a copa, fazendo barulho com seus sapatos de salto alto, e sentindo seus novos peitos e bumbum se movendo a cada passo.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026


 

O novo jogo de realidade virtual era a sensação do momento. Nele, você vivia a experiência de ser um cowboy — um mocinho ou um vilão. Tudo parecia cem por cento real, inclusive as garotas dos salões. Elas eram NPCs, personagens gerados pelo jogo, completamente submissas, e os jogadores podiam fazer o que quisessem com elas.

Francisco queria muito experimentar. O acessório para a conexão era acessível, mas a licença oficial do jogo custava caro. Certo dia, ele encontrou na internet uma licença por uma fração do preço normal. Sabia que provavelmente era pirata, mas a vontade de jogar era tão grande que ele acabou comprando.

Ao acessar com aquela licença, logo percebeu que algo estava errado. Em vez de aparecer no corpo de um dos cowboys, Francisco se viu dentro do corpo de uma das garotas do salão. Tentou usar o comando de saída, mas o sistema não o reconhecia como jogador e o comando simplesmente não funcionou. Ele teria de permanecer no jogo por um ciclo completo: três horas.

Homens começaram a agarrá-lo. Ele dizia “não”, tentava escapar, mas aquele corpo de mulher era fraco demais. Então, um dos jogadores brigou com os agressores, segurou sua mão e o tirou dali.

Já longe da cidade, eles pararam. Francisco agradeceu ao seu salvador e tentou explicar a situação, mas, antes que conseguisse, o homem o beijou. Para o jogador, aquilo fazia parte do roteiro: salvar a donzela em apuros e depois receber a “recompensa”.

Francisco tentou resistir, mas algo se despertou naquele corpo feminino. A situação de ter sido salvo por um homem forte e valente, ser tocado e beijado pelo seu salvador, ativou um desejo inesperado. No fim, ele se entregou completamente… e gostou. Gostou muito.

Depois do sexo, os dois dormiram juntos perto de uma fogueira.

Francisco acordou já no mundo real. Sentia-se confuso, com as imagens do que havia acontecido brotando sem parar na mente. Prometeu a si mesmo nunca mais entrar naquele jogo. Mas não conseguiu cumprir a promessa.

Alguns dias depois, lá estava ele outra vez. Desta vez não fugiu do salão. Entrou na personagem e se divertiu com vários homens. Daquele momento em diante, essa se tornou sua diversão predileta nas horas vagas.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026



 — O-onde estou? O que aconteceu?

— Calma, Bruno. Houve um acidente de carro. Lembra?

— Acidente?... Sim. Carla… minha irmã?... Como ela está?

— Sinto muito. Sua irmã… minha noiva… não resistiu. Você estava muito mal, e usei os melhores médicos para salvá-lo — e, de certo modo, salvar a Carla.

— Eu não entendo.

— Ela bateu a cabeça e teve morte instantânea. Seu corpo estava muito machucado e não tínhamos o que fazer, enquanto o dela estava quase perfeito. Aproveitando a compatibilidade por vocês serem irmãos, os médicos transplantaram o seu cérebro para o corpo da Carla.

— Como?... Não pode ser!

— E tem mais uma coisa. A gente não sabia, mas a Carla estava no início da gravidez. O bebê sobreviveu e está bem.

— Grávida?!... Isso não pode ser real!

— O importante é que você sobreviveu, e vou cuidar muito bem de você… e do nosso bebê.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026


 

Guilherme comprou uma poção de troca de sexo de uma cigana e planejava usá-la para ficar rico. O problema era que, se ele tentasse vender a poção ou torná-la conhecida, ela simplesmente deixaria de funcionar.

Então surgiu a ideia: transformar-se em mulher, seduzir milionários e roubar o dinheiro deles.

O plano começou bem. Já transformado em garota, ele seduziu um homem muito rico. Mas não contava com um detalhe: como mulher, sua resistência ao álcool era bem menor. Acabou ficando bêbada e foi parar na cama com o sujeito.

Ao acordar no dia seguinte na mansão luxuosa, sentiu uma mistura de vergonha e arrependimento. As memórias da noite anterior vinham em flashes: ele gemendo alto, pedindo mais, se entregando completamente de prazer.

Vestiu a lingerie espalhada pelo chão e, enquanto procurava o vestido, encontrou um bilhete do homem. Nele, o milionário agradecia pela noite incrível, dizia que teve de sair cedo para o trabalho, mas que os empregados preparariam um café da manhã caprichado e que esperava vê-la novamente à noite.

Naquele momento, Guilherme teve um pensamento que a princípio achou ridículo: por que roubar uma parte quando poderia ter tudo aquilo?

Se ficasse, teria a vida dos sonhos. Além disso, não dava para negar: o sexo como mulher era muito melhor do que como homem.

Um ano depois, Giovana — o nome que ela escolheu — estava se casando com aquele mesmo homem, tornando-se milionária. Mas o mais surpreendente é que, naquele ponto, ela não se casava mais pelo dinheiro. Havia se apaixonado de verdade pelo futuro marido.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026


 

— Obrigado por aceitar essa entrevista, Sérgio… ou…

— Pode me chamar de Sérgio se quiser, mas hoje em dia eu atendo mais como Samanta.

— Certo, Samanta. Como foi pra você essa mudança toda? Um caminhoneiro hétero, macho, ter de virar mulher pra conseguir sobreviver.

— Olha, era terapia ou caixão. Prefiro ser mulherzinha viva do que macho no cemitério, né? 

— Entendo. E na prática, como foi essa transição pra você?

— Foi muito estranho no começo. Não é só o corpo que muda. O jeito que as pessoas te olham, te tratam… principalmente os caras, que são a maioria absoluta no meu ramo. Antes eu era “o Sérgio”, um deles. Hoje sou “a Samanta”, e de repente um monte de homem quer me ajudar, se preocupa se eu tô bem… Claro que boa parte deles quer é me levar pra cabine deles, isso eu sei. Mas tudo bem, eu entendo. Passei a vida inteira pensando igualzinho a eles.

— E o lado físico? Como tá sendo viver nesse corpo no dia a dia da estrada?

— No geral, até que é tranquilo. Dirigir eu dirijo igualzinho, o caminhão não liga pro que ttenho entre as pernas. Agora, a TPM e a menstruação… meu Deus, isso é foda mesmo. E força diminuiu bastante. Antes eu ajudava a carregar, trocava pneu… hoje em dia eu peço ajuda a algum homem.

— Se não quiser, tudo bem, mas… e a parte afetiva? Tá se relacionando com alguém?

— Ai, que vergonha… No começo não queria nem pensar nisso. Mas agora tô mais aberta. Conheci algumas pessoas, saí… foi bem legal, pra ser honesta.

— Homens ou mulheres?

— Experimentei os dois lados. No começo achei que fosse mais com mulheres, mas… sei lá, tô sentindo que me dou melhor com homem. Acho que, no fundo, continuo hétero. Só que agora sou mulher hétero. Tô ainda entendendo essa parte, mas tá fazendo sentido pra mim.

domingo, 15 de fevereiro de 2026


 

Felipe havia começado o seu trabalho naquela noite na boate, quando viu um rosto familiar se aproximando.

Merda! Com tanto puteiro na cidade e o Marcelo tinha de vir justo neste? — pensou Felipe. — Bem, o jeito é tratar como qualquer cliente.

— Oi, gatinho! Precisa de companhia? — disse Felipe, sorrindo.

— Pode parar com essa conversa. Sei que é você, Felipe. Caralho! Você virou uma puta mesmo?

— Eu… Eu… Como você descobriu?

— Você achou mesmo que uma prostituta seria capaz de fazer o seu trabalho? Ela ficou perdida, fez um monte de bobagem. Quando pressionei, chorou e acabou contando tudo. Contou que estava cansada da vida de prostituta, e quando você propôs trocarem de corpos, ela aceitou. Ontem ela foi demitida. A garota arruinou a sua vida.

— Bem, não é mais a minha vida. É a dela agora, e sei que vai acabar se ajeitando. Agora eu sou Jessica, sou mulher como sempre sonhei e minha vida é puro prazer e emoção.

— Quem diria — disse Marcelo, olhando o corpo da garota de cima a baixo. — O Felipão. O gerente de destaque e com um futuro brilhante na companhia, agora é só uma garota. Uma garota com um corpão, devo acrescentar.

— Tá, descobriu o meu segredo. O que vai fazer? Me humilhar? Contar pra todos na empresa?

— Não. Só queria ver pra acreditar. Fique tranquila, não farei nada para te prejudicar. Afinal, agora você não é mais concorrente.

— Puxa! Obrigada. Nem sei como te agradecer.

— Por que não me mostra o que sabe fazer, “Jéssica”?

— Mm… Claro. Vá até o balcão, dê o meu nome e pague a taxa. Então vamos subir pra um dos quartos. Hoje vou ser toda sua e poderá fazer o que quiser comigo!