domingo, 8 de março de 2026

 

Edward era o filho único do rei. Após a morte do pai, a rainha voltou a se casar e teve outro filho com o novo marido.
Pela lei, como Edward era o filho mais velho, ele seria o sucessor ao trono.
Certa vez, Edward começou a adoecer e caiu de cama. Os médicos do reino nada podiam fazer enquanto ele ficava cada dia mais fraco.
Numa certa manhã, tudo passou. Ele acordou sentindo-se melhor, mas, ao se levantar, descobriu que seu corpo havia mudado completamente. Ele se tornara uma mulher.
Sua mãe ordenou que as servas o ajudassem a se vestir e que usasse roupas adequadas à sua nova condição.
Edward tentou resistir e exigiu vestir suas antigas roupas de homem, mas agora não tinha forças para se impor. Não conseguiu impedir que as mulheres o vestissem com roupas femininas e arrumassem seus cabelos como uma dama da corte deveria usar.
Edward estranhava o peso e a sensação daquelas roupas, especialmente o espartilho apertando sua cintura e os seios fartos quase saltando para fora do decote do vestido.
Olhou-se no espelho e não conseguia acreditar na imagem refletida. Ele agora era uma das mulheres do reino.
Nesse momento, seu meio-irmão Klaus entrou na sala e soltou uma risada debochada.
— Como vai, irmão? Acho que agora é “irmãzinha”.
— Klaus… Eu não sei o que está acontecendo comigo.
— Mas eu sei. Sempre sonhei com o poder, com ser o rei. Não podia aceitar que, só por ser mais velho, você assumisse o trono. Mandar matá-lo seria fácil, mas eu queria que fosse humilhado. Queria que me visse tomar o seu lugar e reinar sobre você. Então procurei uma bruxa e, mediante um bom pagamento em ouro, ela lançou um feitiço em você.
— Então foi você?! Por isso fiquei assim?
— Exatamente!
— Mas você vai me pagar por isso, seu… seu…
— E como pretende fazer isso, mulher? — Klaus perguntou, segurando forte o braço de Edward a ponto de machucá-lo. — Fui eu quem convenceu nossa mãe de que você deveria ser obrigado a usar roupas de mulher. E a partir de agora, vai aprender a desempenhar o seu novo papel. Isso inclui ajudar as servas, como parte da sua “reeducação”.
— Eu não vou aceitar isso! Não sou mulher!
— Olhe bem para esse espelho. Você é mulher, sim. E vai ter de aceitar e agir como tal. Entendeu, Eduarda?


Eduard, sem outra opção, teve de aceitar seu novo papel. Ele aprendeu com uma dama como deveria se comportar, se vestir e quais eram todos os deveres de uma mulher nobre de sua época.

Klaus assumiu o trono e vivia humilhando aquela que agora era sua irmã.

Em sua ânsia por poder, Klaus tentou tomar territórios de outro reino, e a guerra acabou vindo. Eduarda tentou ir para a batalha de todas as formas, mas foi impedida. Guerra não era lugar para uma mulher.

Klaus, por outro lado, sendo o monarca, foi obrigado a ir e guiar as tropas. Porém, sob seu comando, eles perderam, e no final Klaus foi morto pelo reino inimigo.

O reino em que Eduarda vivia foi tomado. Quando o monarca do reino vencedor veio visitar suas novas terras, ele se encantou com uma certa dama assim que a viu. Essa dama era Eduarda.

Eduarda não quis admitir, mas também sentiu algo ao ser cortejada pelo homem. Ninguém jamais a havia tratado com tanta atenção, delicadeza e admiração antes. Ela achou estranho a forma como o achou atraente.

Então ele propôs casamento, e a situação era perfeita. Casando-se com o outro rei, Eduarda manteria sua família como parte da corte, promoveria a paz e deixaria todos felizes. Para ela, dizer sim não foi um sacrifício, pois naquela altura, por mais que tentasse negar a si mesma e aos outros, também estava apaixonada por seu noivo.

Os dois se casaram e foram muito felizes. Eduarda gerou vários herdeiros e se tornou uma grande e bondosa rainha para o seu povo.


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