sexta-feira, 16 de janeiro de 2026


 — Minha noiva me disse que, se eu preferia passar tempo com você em vez de ficar em casa com ela, então eu deveria ser a sua namorada. Mandei ela à merda e vim pra cá, mas, no momento em que atravessei a porta, me vi assim: com roupas de mulher e o corpo mudado!

— Entendo. Eu acredito em você.

— Acredita? Puxa… que bom.

— Acredito que você está estressada, que cansou de brigar com a sua colega Ângela e quer vir morar comigo. É isso?

— Ângela? Colega? Não, ela é a minha…

— Vem, vamos pro sofá conversar.



— Ai, Wellington… por quê… mmm! Por que tá fazendo isso comigo?

— Porque você é a minha namorad e sei como te fazer feliz.

— Mas eu não sou… eu sou?

— Claro que é. E vai morar aqui até a gente se casar.

— Eu… ai!… Tá difícil raciocinar com você me comendo assim…

— Então não pensa, amor. Só diz sim.

— Aah!… Sim… sim!

— Eu te amo, Cristina!

— Não entendo como, mas… também te amo, Wellington!


quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

 

A Kely foi longe demais com essa brincadeira!

Desde que ela comprou aquele livro antigo de magias, o poder subiu-lhe completamente à cabeça. Olha só pra mim… Eu costumava ser um homem forte, de 1,87 m de altura. Agora minha cabeça mal chega no ombro da Kely — que eu já considerava baixinha. Devo estar com uns 1,50 m, no máximo.

Brigamos feio e eu disse umas verdades: que a vida dela era fácil, que sendo mulherzinha ela podia jogar todas as responsabilidades nas costas dos outros… como fazia comigo. Aí ela falou alguma coisa, senti minhas roupas ficando largas de repente, o mundo começou a crescer ao meu redor… e o pior: meu pênis parecia ser empurrado para dentro por mãos invisíveis, até sumir completamente e dar lugar a um… buraco molhado. Minha xereca!

É estranho demais ser garota. Me sinto tão fraco, tão frágil… tudo parece fora do meu controle. Pra me humilhar de vez, outro dia ela me desafiou pra um braço de ferro. E venceu com uma facilidade assustadora. Meu bracinho ficou doendo o dia inteiro. Fiquei pensando: nessas condições, a Kely me batia com tranquilidade. Na real, ela poderia acabar comigo se quisesse.

— Que merda, Fernando! — disse meu amigo Vítor. — Olha… se serve de consolo, até que você ficou bonitinha.

— Sei… mas eu não quero ser uma garota bonitinha. Quero voltar a ser homem!

— Não sei, cara… Acho que você deveria tentar outra estratégia. Tipo: se ela perceber que você tá começando a gostar de ser assim, talvez isso deixe de ser uma punição pra ela… e aí ela te devolve ao normal.

— Hmm… até que é uma boa ideia. Mas como eu faço isso?

— Simples: a gente sai juntos. Vamos jantar, depois passar num barzinho. Você tira umas fotos, posta… mostra pro mundo (e principalmente pra ela) que tá curtindo.

— Parece até uma… EI! Você tá querendo sair comigo como se eu fosse uma garota qualquer?

— Não! Que isso, cara? Você é o Fernandão, meu brother! Só tô querendo te ajudar.

— Desculpa… Você tem razão. Sei que você jamais tentaria algo comigo. Vamos fazer isso mesmo!



Horas depois… — PAULO! O que é isso?! — Hã?!... Kely, eu… posso explicar. — Não precisa explicar nada. A rola do Vítor entrando na sua buceta já diz tudo. — Não, eu… Ai! Espera, Vítor… Eu queria te convencer a me… UU! Transformar de volta em homem e… — Sei. E resolveu trepar com seu amigo no nosso sofá pra isso? Agora esquece. Talvez no fundo você já fosse essa… essa vagabunda! Podem ficar à vontade. Vou pra casa da minha mãe. Depois peço pra alguém vir buscar minhas coisas. — Mas e eu… me transforma de volta! Por favor! — Por quê? Parece que você tá se dando muito bem assim. Eu até ia te devolver ao normal hoje. Agora vou te deixar desse jeito pro resto da vida. Adeus, Fernanda. — NÃO! Me larga, Vi… AI! Espera, Kely… OOOH!

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

 

— E aí, Paulinho? O que acha?

— Manoel? É mesmo você?
— Sim! Mas agora sou Manoela. Não é demais?
— Cara, eu achei que...
— Achou o quê? Que eu estava brincando?
— Talvez. Ou que mudaria de ideia ao chegar à clínica. Mas você fez mesmo. Virou mulher!
— Você sabe que, quando eu meto algo na cabeça, vou até o final, né?
— Conheço você desde criança e sei que é assim. Mas achei que você estivesse só bravo porque a Priscila terminou o namoro. Pensei que esse lance de desistir de ser homem fosse passageiro.
— Confesso que pensei em voltar atrás. Mas aí pensei: com essa nova tecnologia, a gente pode mudar quando quiser, desde que tenha dinheiro suficiente. Então por que não passar um tempo como elas? Estar do lado dessas criaturas que sempre manipulam e fazem o que querem com a gente… e quer saber? Estou me sentindo incrível. Não posso passar em frente a um espelho ou qualquer lugar que mostre meu reflexo sem me admirar. Fiquei linda!
— Entendi. Mas e agora, o que vai fazer?
— Tô morrendo de fome. Que tal você levar esta gata pra jantar, hein?
— Sério? Quer jantar comigo?
— Claro! Já fizemos isso tantas vezes. Não é porque não tenho mais algo entre as pernas que a nossa amizade vai mudar. Se bem que, para ser honesta, talvez ela mude um pouco.
— Pode ser. Você agora é do sexo oposto, e não vai ser a mesma coisa.
— Não… mas pode ficar bem melhor.
— Como?
— Paulo, você é um cara bem bonito. Sou mulher e estou te pedindo para me levar pra jantar. O que acha?
— Quer dizer que isso é um encontro? Que a gente pode acabar…
— Não sei. Vamos ver o que rola…

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

 

— Pera aí! — disse Ronaldo. — Houve algum engano. Aqui diz que vou transar com um homem!
— Sim. E daí? — perguntou o diretor do filme.
— Mas eu só topei tomar a pílula de troca de sexo porque me disseram que eu só faria sexo com mulher!
— Eu sei, mas a gente mudou de ideia. No ramo pornô é assim mesmo. Se não quiser, tudo bem. Arranjamos outra pessoa.
— Certo. Então me dê a outra pílula para que eu volte a ser homem, e eu vou embora.
— Que pílula? Se você desistir de fazer o filme, não terá pílula alguma. Além disso, vai ter de pagar pela que te transformou em mulher. Está tudo no contrato que você assinou. Acha que fazemos caridade por aqui?
— Não, mas... mas...
— Ou você faz como mandamos, ou some da minha frente.
— ...Tá bem. Eu faço.


 


domingo, 11 de janeiro de 2026

 


No ano de 2050, os jogos de realidade virtual haviam se tornado algo comum. Com uma interface cérebro-máquina, a experiência tornara-se 100% real.

Jonas usava os jogos para aliviar o estresse e, depois de se cansar de matar zumbis e lutar em guerras, resolveu experimentar algo diferente: a experiência “Anos 50”.

Ele não havia lido sobre os parâmetros do jogo e, ao iniciar a simulação, viu-se no corpo de uma simples dona de casa daquela época. Bastava dizer uma palavra-chave para encerrar tudo, mas achou a situação engraçada e decidiu ficar mais um pouco.

Jonas percebeu então que aquela realidade era extremamente relaxante. Uma vida simples, sem tecnologia, sem responsabilidades profissionais ou a necessidade de tomar decisões importantes. Tudo o que precisava fazer era cuidar da casa, cozinhar e exercer o papel de mãe e esposa.

Logo, os outros jogos perderam a graça. Ao chegar do trabalho, ele ia direto para aquele mundo simples e aconchegante. A simulação — e a personalidade do casal de filhos — era perfeita. As crianças eram lindas, doces e amorosas.

Ernesto, o marido, era um homem másculo e durão, como a maioria naquela época, mas ao mesmo tempo doce e gentil, especialmente com a esposa.

Jonas era um homem hétero, mas, naquele contexto, sentindo as reações daquele corpo feminino virtual, acabou cedendo e experimentando de fato o papel da esposa na cama. A experiência foi intensa e marcante, e ir para a cama com aquele homem tornou-se a parte mais esperada da simulação.

sábado, 10 de janeiro de 2026


 

Quando alguém pergunta se eu e a Natália somos irmãs, nós dizemos que sim. Afinal, seria complicado explicar que, na verdade, somos pai e filha.


Tudo começou anos atrás, quando minha ex-mulher se apaixonou por outro homem e nos abandonou. Na época, eu me chamava André, era um homem de 39 anos, e Natália era apenas uma criança.


Minha filha entrou em depressão. Não aceitava ter sido abandonada pela mãe. Segui o conselho de um amigo e apresentei a ela uma garota com quem eu estava saindo, mas Natália ficou furiosa e isso só piorou as coisas.


Quando já não sabia mais o que fazer, vi o anúncio de uma das clínicas de mudança genética e tive uma ideia. Depois de acertar tudo no trabalho e com a família, fui até a clínica e de lá saí como uma mulher. Agora eu era Andréia, uma mulher de meia-idade. O plano era ficar assim por alguns meses, até que minha filha se sentisse melhor, mas não foi bem desse jeito.


Natália levou um susto ao me ver do mesmo sexo que ela, mas logo aceitou e passou a me tratar como mãe. Com isso minha filha rapidamente melhorou, voltou a sorrir e de repente era uma menininha feliz novamente.


No início foi complicado, mas me surpreendi com o quão rápido me acostumei a ser mulher. Logo parecia que eu sempre fora assim. O tempo foi passando, e eu empurrava para frente o dia em que me tornaria homem novamente.


Natália entrou na adolescência, e eu, agora uma senhora, não podia mais estar presente o tempo todo. Ela precisava mais de uma amiga do que de uma mãe.


Foi então que me lembrei do motivo pelo qual havia me tornado mulher. Essa razão já não existia mais, e eu poderia voltar a ser o André. Ao acessar o site da clínica, porém, descobri algo interessante: eles agora tinham um processo de rejuvenescimento.


Não demorei muito para tomar a decisão e, na semana seguinte, eu e minha filha aparentávamos ter a mesma idade. Eu podia agora estar mais presente, como se fosse mesmo uma irmã.


A situação se inverteu, porque Natália passou a ser quem tinha de me ensinar as coisas: como me vestir, agir e me relacionar sendo uma jovem mocinha. Se antes acabei gostando de ser mulher, agora estou amando ser jovem, bonita e descompromissada. Ainda mais porque que passei a achar os rapazes bem… interessantes.