domingo, 6 de abril de 2025



Carlos duvidou, em certos momentos, de que isso seria mesmo possível. Perguntava-se se seu amigo, o Dr. Guilherme, estava realmente dizendo a verdade. Que ele, um homem de 63 anos, poderia ter o cérebro transplantado para um corpo jovem.


Depois de concordar em participar do experimento, o Dr. Guilherme aparecia a cada semana com fotos de corpos que encontrava no necrotério do hospital e que poderiam ser usados no processo.

Os corpos eram de homens de todos os tipos, mas em nenhum deles Carlos conseguia se imaginar. Até que um chamou sua atenção.


— Acho que gostei... deste — disse Carlos, meio acanhado.

— Este? Desculpe, essas fotos eu incluí por engano. Afinal, é de uma...


Nesse momento, o médico olhou para Carlos e percebeu que ele falava sério.


— Tem certeza, Carlos? Uma vez transplantado para o novo corpo, não haverá como voltar ou trocar novamente. Quer mesmo isso?

— Sim, Guilherme. Nunca contei a ninguém, mas desde criança eu usava roupas de mulher escondido. Talvez seja o destino você me propor essa troca e agora me mostrar esse corpo. Assim que coloquei os olhos nessas fotos, eu soube que tinha de ser ela.

Me coloque neste corpo.

— Se é isso mesmo que quer, vou trazê-lo ao meu laboratório amanhã. Então realizaremos o transplante.


Tudo aconteceu muito rápido, e logo Carlos se viu sentado na maca em seu novo corpo feminino, após o último exame. Sentia sua pele macia, os cabelos longos e sedosos. Seus seios fartos e firmes, e o vazio entre as coxas ao cruzar as pernas. Carlos sabia que tinha tomado a decisão certa.


— O que pretende fazer agora, Carlos? Não pode andar por aí como uma garota oficialmente morta.

— Não se preocupe, Guilherme. Vou sair de São Paulo, me mudar para uma cidade onde ninguém me conheça. Vou arranjar algum trabalho simples, tipo secretária ou recepcionista. Algo que pague as contas, mas que não exija muito, pois pretendo curtir ao máximo minha nova vida como mulher. Depois de algum tempo, se eu tiver sorte e encontrar o homem certo, quero me casar e ter filhos. Ah, e não me chame mais de Carlos. Agora atendo por Patrícia.


— Bem, Patrícia, lhe desejo boa sorte. Aproveite a vida.


— Muito obrigada, doutor. Pode ter certeza de que vou aproveitar mesmo!

sexta-feira, 4 de abril de 2025



 A ideia era apenas animar o Caio, que estava deprimido depois do término do namoro.


Tomei a poção, me transformei em mulher e fui até o bar onde, depois de muita insistência, ele acabou concordando em me encontrar. Assim que cheguei, o vi ali — mandando mais uma mensagem reclamando do meu atraso — sem imaginar que eu já estava ali, como a garota sentada na mesa ao lado.


Tentei flertar, mas não adiantou. Caio estava bem desligado. Quando ele resolveu ir embora, tomei uma medida desesperada: levantei-me quando ele passou por mim, fingi esbarrar e me atirei no chão.


Ele achou que tinha me derrubado sem querer, me ajudou a levantar e pediu desculpas. Minha jogada deu certo. Em vez de ir embora, ele se sentou comigo, e começamos a conversar.


Ficamos ali por algumas horas. O papo fluía como sempre entre nós — leve, divertido, familiar. Mas havia algo diferente dessa vez. O jeito como ele me olhava, como sorria. Era o mesmo amigo de sempre, mas a energia era outra. E eu, agora do sexo oposto, sentia isso de forma intensa.


Me dei conta de que estava gostando da atenção extra. Do jeito como ele tocava minhas mãos e pernas com certa frequência, quase sem perceber.


Já era madrugada quando achei melhor encerrar aquele jogo e ir pra casa. Ele parecia mais animado, o que era meu objetivo. Mas eu, por outro lado, estava começando a lidar com sentimentos estranhos em relação ao Caio. Tentei chamar um Uber pois não queria que ele reconhecesse meu carro, mas não consegui nenhum. Foi então que Caio se ofereceu para me dar uma carona. Aceitei, planejando pedir que me deixasse perto de casa, de onde eu poderia seguir a pé.


Fui inocente. Não imaginei o que aconteceria ao entrar no carro com ele. Bastaram alguns minutos. Ele me beijou. E eu não só deixei... como retribuí.


Não dissemos nada e eu deixei rolar. Ele me levou para a casa dele, tirou minha roupa e fez amor comigo. Não sei como descrever algo tão intenso. Só posso afirmar que foi maravilhoso sentir ele dentro de mim, me fazendo gozar até a exaustão.

Acabei dormindo ali, com ele me abraçando.


Eu queria apenas animá-lo, fazer com que esquecesse a ex por algumas horas. Mas acabei indo muito além disso.


Só que agora... eu criei um enorme problema. Não quero ir embora, mas ficar ali pra sempre. Acho que me apaixonei por ele.

terça-feira, 1 de abril de 2025


-Me largem! Eu sou o Bernardo. O dono desta empresa. A Lisandra roubou o meu corpo!

-Seu Bernardo, parece que a sua secretária pirou de vez. Será que não devemos levá-la para um hospital psiquiátrico?

-Não rapaz. Apenas a detenham até o meu... até o marido dela vir buscá-la. Já combinei tudo com ele, e vou transferir um bom pagamento em dinheiro para que cuide dela. Tenho certeza de que com o tempo ela se tornará uma dona de casa e esposa mansinha.

-Me soltem! Socorro!

domingo, 30 de março de 2025

 


Há alguns meses, eu era Tomás, um homem de 53 anos, muito rico. Minha casa era pelo menos cinco vezes o tamanho desta – e não era o único imóvel que eu possuía. Hoje, começo mais um dia como Sandra, uma mulher de 29 anos que trabalha como diarista, fazendo limpeza doméstica.

Antes, os outros homens me invejavam. Eu tinha carros, um iate e mulheres se jogando em cima de mim. Hoje, pensam diferente ao me ver. Pensam em me levar para a cama ou em como o meu marido é um homem de sorte.

Falando em marido, Geraldo é um homem bruto e feio, alguém que eu jamais contrataria antes, por considerá-lo ignorante. Por outro lado, é um excelente pedreiro e trabalha duro. Logo descobri que toda essa rudeza tem seu valor – principalmente na cama. Sim, quando ele me pega com força e me fode como um animal, eu entendo exatamente por que Sandra resolveu se casar com ele.

Dizendo assim, parece que fui vítima de alguma magia ou castigo. Mas não é verdade. Eu escolhi essa vida e paguei milhões para estar neste corpo.

Sempre tive o desejo secreto de ser mulher. Com o meu corpo masculino, tratamentos e cirurgias jamais me dariam o que eu realmente queria. Então, quando já havia perdido as esperanças, soube que haviam descoberto como transplantar cérebros, tornando possível a troca de corpos entre pessoas.

Não era só uma questão de escolher um corpo. O processo exigia compatibilidade genética. Depois de meses de busca, algumas opções surgiram – e Sandra era, de longe, a melhor delas.

Convencê-la de que isso não era piada ou golpe levou tempo, mas, no fim, ela aceitou a proposta. Em troca, ganhou uma nova vida como um homem mais velho e muito rico.

É claro que eu poderia ter armado algum esquema, deixado dinheiro em uma conta secreta e usado depois da troca, para nunca precisar trabalhar. Mas escolhi viver a vida de Sandra exatamente como ela era. Admito que, de vez em quando, me arrependo – como quando estou em um ônibus lotado e um tarado se esfrega em mim. Mas, no geral, não. Finalmente sou tudo o que sempre quis ser. Sou uma mulher de verdade, jovem, bonita – e muito mais feliz do que fui como homem rico.

O dono desta casa é solteiro e atendeu à porta sem camisa, deixando os músculos à mostra para me provocar. Já deu em cima de mim antes, e está cada vez mais difícil resistir. Tento não olhar para ele e lembrar que sou uma mulher casada. Só sei que, se conseguir terminar este dia sem ter ido para a cama com esse cliente, ao chegar em casa, vou me atirar em cima do meu marido – e deixar que ele alivie esse meu fogo com seu pau enorme.

domingo, 23 de março de 2025



 Eu nunca quis ser mulher. Só queria jogar futebol profissionalmente.


Apesar de anos de treino e esforço, nunca consegui me destacar e comecei a achar que meu sonho de ser jogador era impossível.


Certo dia, um treinador me chamou para conversar e disse:

– Beto, você é baixo para um homem, rápido e não é muito masculino... pode ficar passável!


Achei que era uma piada. Pensei que ele queria me humilhar, mas depois de mais algumas horas de conversa, acabei aceitando.


Eu disse a mim mesmo que seria só por um tempo, para sentir o gosto de jogar como profissional, e que logo sairia.


Depois de algumas mudanças na minha aparência e de aprender a me comportar e falar como uma garota, fui introduzido ao time. As outras jogadoras não perceberam nada; na verdade, percebi que algumas, apesar de serem mulheres, eram mais masculinas do que eu.


Agora, eu me destacava e jogava bem, sempre marcando gols ou armando para que outras colegas fizessem o mesmo.


Então, as mudanças começaram. Além de proteína e creatina, o treinador me fez tomar outros “suplementos”, sem descrição no rótulo, com apenas o nome do laboratório de manipulação.


Ele disse que aquilo melhoraria minha performance, mas o que percebi foi que meu corpo estava ficando mais suave, as pernas mais grossas, cintura mais fina e bumbum grande e redondo, e logo eu não precisaria mais de enchimentos no peito. Até meu rosto mudou, tornando-se mais delicado.


De repente, comecei a receber mensagens dos homens, e não eram sobre o meu futebol. Enviavam convites e cantadas. Me chamavam de “a mais gostosa do time” e coisas assim.


Quando me dei conta, aquilo não era mais um disfarce. Eu havia me tornado realmente a Roberta, e já não queria mais abandonar essa vida nem minha identidade feminina.



 

A nova droga feminilizante ainda não havia sido aprovada, e logo o mercado ilegal tomou conta.

Por ser extremamente nociva para mulheres, sua manipulação era restrita apenas a homens. No entanto, Sérgio e seus colegas desconheciam um detalhe crucial: mesmo com luvas e máscaras, o pó inevitavelmente entrava em contato com outras partes do corpo—e fazia efeito.

A transformação começou sutilmente, mas logo se tornou impossível de ignorar. Porém, a organização não permitia interrupções. Sob a mira de uma arma, eles deveriam continuar até que todo o lote estivesse pronto.

Após semanas de trabalho forçado, foram finalmente liberados e receberam seu pagamento. Mas, a essa altura, já eram completamente mulheres.

Cada uma seguiu um caminho diferente. Um deles voltou para o interior para morar com a mãe, outro acabou se tornando uma atriz pornô. Já Sérgio encontrou trabalho como recepcionista em um consultório dentário e, anos depois, tornou-se esposa de um dos dentistas.