terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

 


Oscar acordou naquela manhã ainda meio bêbado. Cambaleou até o banheiro, parou em pé diante do vaso sanitário e tentou pegar o pênis — não encontrou nada ali.

Ficou confuso por alguns segundos, mas logo as imagens da noite anterior começaram a voltar. Ele tinha encontrado Katia, uma velha amiga, num bar. Os dois começaram a beber, a desabafar sobre os problemas de cada um e a discutir se a vida era mais fácil para homem ou para mulher.

De repente ela sorriu e disse que eles podiam ir para “outro lugar”. Oscar pensou em motel, mas Katia o levou para uma clínica de troca de corpos que ficava ali perto.

Ela o desafiou:

— Tem coragem de trocar de corpo comigo? É temporário. Aí a gente descobre de verdade qual dos sexos leva a vida mais difícil.

Naquele estado de bebedeira, Oscar topou na hora. Saíram de lá com os corpos trocados.

Continuaram bebendo, foram dançar. Em certo momento, um cara agarrou Oscar por trás e encostou nele. Com a voz aguda de Katia, ele gritou para o sujeito soltá-lo e ainda o chamou de “viado” — sem nem se dar conta de que agora era uma mulher. O tal homem ignorou e continuou agarrando Oscar, que naquele corpo de garota não tinha como se defender.

Então Katia, no corpo de Oscar, interveio falando alto com aquela voz grossa:

— A moça está acompanhada.

Por sorte, o tamanho e a presença do corpo de Oscar intimidaram o cara, que sumiu rapidinho. Se tivesse rolado briga,  “Oscar” não teria a menor ideia de como se defender.

A partir daí dançaram juntos, e em determinado momento se beijaram. Oscar sentiu as reações daquele corpo feminino: sensações diferentes, mais profundas e intensas do que estava acostumado.

Depois disso a memória fica confusa. Ele só se lembra de pegar um Uber e voltar para casa.

De volta ao presente, ali parado olhando para o vaso com uma vontade desesperada de fazer xixi.

— Bom… só tem um jeito agora.

Sentou-se. Logo veio o barulho de um jato longo e contínuo batendo na água.

Ao terminar, foi até a sala e pegou o celular. Tinha várias mensagens de Katia.

Oscar ligou. Foi estranho ouvir a própria voz atendendo do outro lado. Os dois comentaram as loucuras da noite anterior e caíram na gargalhada.

Mais tarde foram até a clínica para reverter a troca, mas lá receberam a má notícia: existiam dois tipos de procedimento — o temporário (bem mais caro) e o permanente. Naquela bebedeira monumental, os dois não prestaram atenção e escolheram a opção “mais barata”.

Resultado: por causa de uma noite inconsequente e completamente louca, Oscar e Katia ficariam com os corpos trocados pelo resto da vida.


 

Até 2038, atletas transgênero permaneceram proibidos de competir na categoria feminina. Isso mudou com a chegada da nova tecnologia de mudança morpho-genética.

Paulo competia antes na categoria masculina. Após a transformação, tentou seguir no grupo feminino.

Antes ele tinha 1,88 m de altura, músculos fortes, braços longos e pulmões maiores. Agora, com 1,73 m, braços finos, seios fartos e toda uma nova fisiologia feminina, enfrentava dificuldades para se destacar entre as outras garotas. Seu cérebro, agora moldado hormonalmente como feminino, também tendia a ser menos agressivamente competitivo do que antes.

Em pouco tempo, deixou a natação como esporte de alto rendimento — mantendo-a apenas como hobby e forma de preservar a saúde — e seguiu para uma nova carreira como modelo fotográfico.

 






segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026


 

NÃO NÃO NÃO!!!

Era para eu estar no corpo do mega milionário, e não no da prostituta que estava com ele!


 

Havíamos nos casado havia pouco tempo, e eu comecei a exigir que minha esposa Karem se comportasse e se vestisse da maneira certa — da forma como eu esperava que minha esposa se comportasse.

Vestidos, saias e tudo o que fosse bem feminino. Quanto à atitude, nada menos do que submissão total, sob ameaça de ser jogada na rua.

Discutíamos com frequência, e um dia cometi o erro de dar um tapa em seu rosto. Naquele dia ela prometeu que me faria pagar. E assim fez.

De repente, passei a me sentir mais fraco a cada dia. Meu corpo mudava, e minha atitude também. Eu não discutia mais com ela, mesmo quando passou a se vestir de forma desleixada, quase masculina.

Tomei coragem e perguntei se ela não usaria mais os vestidos bonitos que eu havia comprado. Ela me olhou nos olhos e perguntou:

— Por que você não os usa?

— E-eu?!

— Sim. Somos do mesmo tamanho, portanto eles devem te servir direitinho.

— Não somos, não. Sou maior que você. Além do mais, eu sou homem e…

Ela me pegou forte pelo braço. Tentei me livrar, mas era inútil: de algum modo, Karem estava muito mais forte do que eu. Naquele momento notei algo ainda mais estranho: ela e eu éramos da mesma altura agora. Em seguida, pegou um dos vestidos e gritou para que eu o vestisse.

Pela primeira vez senti medo de verdade e acabei fazendo o que ela mandava. Coloquei o vestido e, para minha surpresa, ele me serviu perfeitamente.

— Ficou perfeito. De agora em diante, você só vai vestir este tipo de roupa: vestidos, saias e tudo o que for feminino. Entendeu?

— Mas… Sim, Karem.

Obedeci. A cada dia as coisas ficavam mais estranhas. Meu corpo mudava: eu ganhava curvas e perdia músculos. Ao mesmo tempo, Karem também mudava, mas no sentido oposto. Ela ficava maior e ganhava traços cada vez mais masculinos.

Eu achava que estava enlouquecendo, porque as pessoas pareciam não notar nenhuma das mudanças em nós e nos tratavam com total naturalidade.

Certo dia encontrei um livro estranho entre as coisas dela. Parecia antigo, cheio de símbolos esquisitos. Quando perguntei, Karem disse que não era da minha conta e que eu deveria preocupar minha cabecinha com outras coisas. Hoje tenho certeza de que a origem de tudo estava ali, em alguma espécie de magia. Mas, de algum modo, eu já não conseguia mais me concentrar nisso. Minha “cabecinha” simplesmente resistia ao meu desejo de desvendar o mistério.

Meu pênis havia desaparecido havia semanas quando, certo dia, ouvi Karem gritar:

— Finalmente!

Ela estava com o short abaixado, exibindo um pênis enorme.

— Querida, se prepare, porque esta noite eu vou te usar!

A partir daquela noite assumi completamente meu novo papel de esposa submissa. Karem hoje se chama Carlos, e eu me chamo Virgínia. Só uso roupas femininas, cuido da casa e do meu marido. Eu poderia fugir, tentar encontrar uma solução para voltar ao normal. Mas acabei me apaixonando pelo homem que Karem se tornou. E também descobri que ser mulher, esposa e submissa não é tão ruim. Na verdade… é delicioso!

 — Puxa, os médicos fizeram um ótimo trabalho em você. Se não soubesse, eu acharia que é apenas uma garota qualquer, Francisco.

— Vai se foder, Ronaldo!

— Como? Mal consigo te ouvir. Acho que a sua garganta ainda está cicatrizando, mas mesmo assim sua voz já é bem feminina. Pelo jeito ainda tenta lutar, mas tenho certeza de que com o tempo será uma mocinha totalmente submissa.


Os dois eram sócios, e Francisco não era exatamente um cara inocente. Ele estava desviando dinheiro da empresa, enquanto fechava contratos falsos que não poderiam ser entregues. Quando a coisa estourasse, ele estaria longe e Ronaldo enrascado.

Mas Ronaldo descobriu tudo, e com provas para mandar o sócio para a cadeia, ele fez outra proposta. Como seguia blogs sobre troca de sexo e achava a ideia fascinante, deu a opção a Francisco de se passar por uma garota por um ano.

— Eu vou te fazer pagar por isso, seu filho da…

— Calada! Sabe que se tentar algo, mesmo se me matar, as provas cairão nas mãos da polícia. Se era ruim antes, imagine agora se jogada em uma cela cheia de homens. Sabe o que fariam com você, não é, garota? Agora seja uma boa menina e me traga um café, “Franciele”.

Francisco se levantou e foi até a copa, fazendo barulho com seus sapatos de salto alto, e sentindo seus novos peitos e bumbum se movendo a cada passo.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026


 

O novo jogo de realidade virtual era a sensação do momento. Nele, você vivia a experiência de ser um cowboy — um mocinho ou um vilão. Tudo parecia cem por cento real, inclusive as garotas dos salões. Elas eram NPCs, personagens gerados pelo jogo, completamente submissas, e os jogadores podiam fazer o que quisessem com elas.

Francisco queria muito experimentar. O acessório para a conexão era acessível, mas a licença oficial do jogo custava caro. Certo dia, ele encontrou na internet uma licença por uma fração do preço normal. Sabia que provavelmente era pirata, mas a vontade de jogar era tão grande que ele acabou comprando.

Ao acessar com aquela licença, logo percebeu que algo estava errado. Em vez de aparecer no corpo de um dos cowboys, Francisco se viu dentro do corpo de uma das garotas do salão. Tentou usar o comando de saída, mas o sistema não o reconhecia como jogador e o comando simplesmente não funcionou. Ele teria de permanecer no jogo por um ciclo completo: três horas.

Homens começaram a agarrá-lo. Ele dizia “não”, tentava escapar, mas aquele corpo de mulher era fraco demais. Então, um dos jogadores brigou com os agressores, segurou sua mão e o tirou dali.

Já longe da cidade, eles pararam. Francisco agradeceu ao seu salvador e tentou explicar a situação, mas, antes que conseguisse, o homem o beijou. Para o jogador, aquilo fazia parte do roteiro: salvar a donzela em apuros e depois receber a “recompensa”.

Francisco tentou resistir, mas algo se despertou naquele corpo feminino. A situação de ter sido salvo por um homem forte e valente, ser tocado e beijado pelo seu salvador, ativou um desejo inesperado. No fim, ele se entregou completamente… e gostou. Gostou muito.

Depois do sexo, os dois dormiram juntos perto de uma fogueira.

Francisco acordou já no mundo real. Sentia-se confuso, com as imagens do que havia acontecido brotando sem parar na mente. Prometeu a si mesmo nunca mais entrar naquele jogo. Mas não conseguiu cumprir a promessa.

Alguns dias depois, lá estava ele outra vez. Desta vez não fugiu do salão. Entrou na personagem e se divertiu com vários homens. Daquele momento em diante, essa se tornou sua diversão predileta nas horas vagas.