No ano de 2050, os jogos de realidade virtual haviam se tornado algo comum. Com uma interface cérebro-máquina, a experiência tornara-se 100% real.
Jonas usava os jogos para aliviar o estresse e, depois de se cansar de matar zumbis e lutar em guerras, resolveu experimentar algo diferente: a experiência “Anos 50”.
Ele não havia lido sobre os parâmetros do jogo e, ao iniciar a simulação, viu-se no corpo de uma simples dona de casa daquela época. Bastava dizer uma palavra-chave para encerrar tudo, mas achou a situação engraçada e decidiu ficar mais um pouco.
Jonas percebeu então que aquela realidade era extremamente relaxante. Uma vida simples, sem tecnologia, sem responsabilidades profissionais ou a necessidade de tomar decisões importantes. Tudo o que precisava fazer era cuidar da casa, cozinhar e exercer o papel de mãe e esposa.
Logo, os outros jogos perderam a graça. Ao chegar do trabalho, ele ia direto para aquele mundo simples e aconchegante. A simulação — e a personalidade do casal de filhos — era perfeita. As crianças eram lindas, doces e amorosas.
Ernesto, o marido, era um homem másculo e durão, como a maioria naquela época, mas ao mesmo tempo doce e gentil, especialmente com a esposa.
Jonas era um homem hétero, mas, naquele contexto, sentindo as reações daquele corpo feminino virtual, acabou cedendo e experimentando de fato o papel da esposa na cama. A experiência foi intensa e marcante, e ir para a cama com aquele homem tornou-se a parte mais esperada da simulação.
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