A Kely foi longe demais com essa brincadeira!
Desde que ela comprou aquele livro antigo de magias, o poder subiu-lhe completamente à cabeça. Olha só pra mim… Eu costumava ser um homem forte, de 1,87 m de altura. Agora minha cabeça mal chega no ombro da Kely — que eu já considerava baixinha. Devo estar com uns 1,50 m, no máximo.
Brigamos feio e eu disse umas verdades: que a vida dela era fácil, que sendo mulherzinha ela podia jogar todas as responsabilidades nas costas dos outros… como fazia comigo. Aí ela falou alguma coisa, senti minhas roupas ficando largas de repente, o mundo começou a crescer ao meu redor… e o pior: meu pênis parecia ser empurrado para dentro por mãos invisíveis, até sumir completamente e dar lugar a um… buraco molhado. Minha xereca!
É estranho demais ser garota. Me sinto tão fraco, tão frágil… tudo parece fora do meu controle. Pra me humilhar de vez, outro dia ela me desafiou pra um braço de ferro. E venceu com uma facilidade assustadora. Meu bracinho ficou doendo o dia inteiro. Fiquei pensando: nessas condições, a Kely me batia com tranquilidade. Na real, ela poderia acabar comigo se quisesse.
— Que merda, Fernando! — disse meu amigo Vítor. — Olha… se serve de consolo, até que você ficou bonitinha.
— Sei… mas eu não quero ser uma garota bonitinha. Quero voltar a ser homem!
— Não sei, cara… Acho que você deveria tentar outra estratégia. Tipo: se ela perceber que você tá começando a gostar de ser assim, talvez isso deixe de ser uma punição pra ela… e aí ela te devolve ao normal.
— Hmm… até que é uma boa ideia. Mas como eu faço isso?
— Simples: a gente sai juntos. Vamos jantar, depois passar num barzinho. Você tira umas fotos, posta… mostra pro mundo (e principalmente pra ela) que tá curtindo.
— Parece até uma… EI! Você tá querendo sair comigo como se eu fosse uma garota qualquer?
— Não! Que isso, cara? Você é o Fernandão, meu brother! Só tô querendo te ajudar.
— Desculpa… Você tem razão. Sei que você jamais tentaria algo comigo. Vamos fazer isso mesmo!
Horas depois… — PAULO! O que é isso?! — Hã?!... Kely, eu… posso explicar. — Não precisa explicar nada. A rola do Vítor entrando na sua buceta já diz tudo. — Não, eu… Ai! Espera, Vítor… Eu queria te convencer a me… UU! Transformar de volta em homem e… — Sei. E resolveu trepar com seu amigo no nosso sofá pra isso? Agora esquece. Talvez no fundo você já fosse essa… essa vagabunda! Podem ficar à vontade. Vou pra casa da minha mãe. Depois peço pra alguém vir buscar minhas coisas. — Mas e eu… me transforma de volta! Por favor! — Por quê? Parece que você tá se dando muito bem assim. Eu até ia te devolver ao normal hoje. Agora vou te deixar desse jeito pro resto da vida. Adeus, Fernanda. — NÃO! Me larga, Vi… AI! Espera, Kely… OOOH!
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