Felipe havia começado o seu trabalho naquela noite na boate, quando viu um rosto familiar se aproximando.
Merda! Com tanto puteiro na cidade e o Marcelo tinha de vir justo neste? — pensou Felipe. — Bem, o jeito é tratar como qualquer cliente.
— Oi, gatinho! Precisa de companhia? — disse Felipe, sorrindo.
— Pode parar com essa conversa. Sei que é você, Felipe. Caralho! Você virou uma puta mesmo?
— Eu… Eu… Como você descobriu?
— Você achou mesmo que uma prostituta seria capaz de fazer o seu trabalho? Ela ficou perdida, fez um monte de bobagem. Quando pressionei, chorou e acabou contando tudo. Contou que estava cansada da vida de prostituta, e quando você propôs trocarem de corpos, ela aceitou. Ontem ela foi demitida. A garota arruinou a sua vida.
— Bem, não é mais a minha vida. É a dela agora, e sei que vai acabar se ajeitando. Agora eu sou Jessica, sou mulher como sempre sonhei e minha vida é puro prazer e emoção.
— Quem diria — disse Marcelo, olhando o corpo da garota de cima a baixo. — O Felipão. O gerente de destaque e com um futuro brilhante na companhia, agora é só uma garota. Uma garota com um corpão, devo acrescentar.
— Tá, descobriu o meu segredo. O que vai fazer? Me humilhar? Contar pra todos na empresa?
— Não. Só queria ver pra acreditar. Fique tranquila, não farei nada para te prejudicar. Afinal, agora você não é mais concorrente.
— Puxa! Obrigada. Nem sei como te agradecer.
— Por que não me mostra o que sabe fazer, “Jéssica”?
— Mm… Claro. Vá até o balcão, dê o meu nome e pague a taxa. Então vamos subir pra um dos quartos. Hoje vou ser toda sua e poderá fazer o que quiser comigo!
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