— Ei! Quem é você?
— Oi, Luís. Não me reconhece não? Sou eu, o Marcelo! — Ma… Não pode ser! Você usou… — Sim! Testei a droga em mim mesmo e funcionou! — Mas você não podia ter feito isso. Podia ter morrido, cara. — Eu sei, eu sei… Mas depois daquela reunião de ontem eu não tive escolha. O diretor do laboratório não entende nossa ideia de jeito nenhum. Ficou repetindo que mudança morfo-genética desse nível é impossível. Quando ele disse que ia cancelar o projeto e mandar a gente abandonar tudo, só restou uma saída: provar na prática. Agora ele vai ter que engolir e ainda aumentar a nossa verba. — Você tá completamente louco. E a sua noiva? O que ela achou disso tudo? — Bom… ela ficou puta da vida no começo. Mas eu expliquei que era temporário, que a gente ia ficar muito rico e que era pela nossa pesquisa. No final ela acabou aceitando. Até me ajudou a escolher roupa, maquiagem, essas coisas. — Caramba… É difícil acreditar que você agora é mulher. Aliás… e quanto ao… — Ao que eu tenho entre as pernas? Agora sou dona de uma vagina perfeita. Sério, ela é tããão bonitinha. — … — Por falar nisso… que tal irmos até o banheiro rapidinho? Eu te mostro. — S-sério? — Uhum. — … Tá bem.
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