sexta-feira, 30 de janeiro de 2026



Jorge e Amélia eram casados havia oito anos, e tudo ia bem até que ela contraiu uma terrível doença.
Já haviam tentado de tudo, sem sucesso, quando um médico surgiu com uma ideia que poderia salvar a vida da mulher: uma troca completa de DNA.

Eles aceitaram, e logo Amélia começou a se sentir melhor, mas houve um efeito colateral inesperado. Ela se transformou em um homem. Como a terapia só podia ser usada uma vez por pessoa, a mudança de Amélia era irreversível.

Antony, como ela resolveu se chamar, era um homem alto e forte. Jorge e ele continuaram dividindo a mesma casa. Chegaram a tentar algum tipo de relação, mas não deu certo. Tanto Jorge quanto Antony eram heterossexuais. Mesmo assim, ainda se amavam como pessoas e sentiam falta um do outro.

Quando estavam prestes a se separar e cada um seguir o seu caminho, Jorge tomou uma decisão para manter o casamento: passar por uma terapia genética semelhante, mas para mudar seu sexo para feminino.

Após alguns dias, Antony foi buscar o ex-marido no hospital. Ele ficou chocado com a nova aparência de Jorge.

— Nossa, você… está linda! — disse Antony.
— Obrigada. Eu não esperava mudar tanto. Principalmente não imaginei que teria… isso — disse, apontando para os seios.
— Eles são grandes mesmo. Mas não se preocupe, você vai aprender a gostar deles. Muitas mulheres fariam qualquer coisa para ter um par assim.
— Até que são bonitinhos.
— Mas como você se sente?
— Bem. O lado bom é que não preciso mais usar óculos. O ruim é que agora tenho um metro e sessenta e quatro, essas bolas no peito e uma xana entre as pernas.
— Bem, foi o que você decidiu, não é mesmo? E eu te amo por isso.
— Sim. E não me arrependo. Só precisamos ir devagar.
— Claro. Para começar, você vai precisar de roupas. Achei que poderia usar as que eram minhas, mas suas medidas são bem diferentes. Eu poderia te ajudar a escolher, mas é melhor chamar minhas amigas para te ajudarem. Um homem escolhendo roupas e entrando no provador pareceria estranho. Melhor ir com outras meninas.
— “Outras meninas” ainda é estranho de ouvir. Mas é o que eu sou agora, né?

— Sim. Uma linda garota… e a minha mulher! 

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