sexta-feira, 6 de março de 2026

— O que é isso, garota? O que pretende fazer com esta arma?

— Claro que não está me reconhecendo, Frank. Eu sou o Edgar! — Edgar? — Depois do assalto ao banco você me abandonou no deserto, com um tiro no peito e quase morto. Mas uma tribo me achou e me salvou. Era uma tribo formada por mulheres, e usaram magia para me salvar. Infelizmente a magia delas é baseada em energia feminina, e como consequência me tornei mulher. — Puxa! É mesmo você. Me desculpe, mas achei que não tinha esperança para você. Que estava praticamente morto e só iria me atrasar. Mas você até que virou uma mulher bem bonita. — Que bom que gostou, pois é a última coisa que vai ver. Adeus, Frank! — Não! Não faça isso. — … Droga! Não consigo. Elas bem que me avisaram que não era só o meu corpo que havia mudado. Não sou capaz de matar um homem agora, ainda mais um como você. — Como eu? — Um assim… deixa pra lá. — Olha, Edgar. Vamos até o salão e eu te pago uma cerveja. Deve ter me esperado por horas neste deserto, e aposto que está com sede. — Estou mesmo. Tá bem, vamos lá.


— Oi, Frank! — Edgar?! — Eu mesma. Mas agora me chamo Diana. — Puxa… você trabalha aqui? — Trabalho, sim. Depois que você me trouxe naquele dia, eu voltei outras vezes. A dona acabou conversando comigo, disse que precisava de uma garota nova e que eu era perfeita pro lugar. Como eu estava precisando muito de dinheiro, aceitei ficar por enquanto. — Que bom. Você tá bem diferente… parece bem melhor do que da última vez. Tá gostando de trabalhar aqui? — Tô gostando bastante. Os clientes me tratam bem. Sirvo mesa, canto, danço… e faço outras coisas também. O dinheiro é bom. Daqui a pouco já consigo comprar minha própria fazenda. — Fico feliz por você, de verdade. Então… pode me trazer uma cerveja, “Diana”? — Claro. Mas hoje é por minha conta. Pode pedir tudo o que quiser, tá de graça pra você. — Tudo mesmo? — perguntou Frank, os olhos descendo devagar até os seios dela. — Bem… meu expediente termina daqui a umas duas horas. Se você ainda estiver por aqui quando eu acabar, posso te levar lá em cima e te mostrar meu quarto. — Pode ter certeza que eu vou estar esperando.


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